Minha primeira CCXP e o que eu encontrei por lá: realizando sonhos e me virando sozinha na CCXP 2017. Volume I: o que consegui descobrir sobre a CCXP (antes de chegar). Programação, o que tem pra ver, o que levar, recomendações para iniciantes, para a CCXP 2017, 2018 e seguintes.
Já passou muito tempo para trazer alguma revelação da CCXP ou mesmo para contar como foi. E eu também não fui com esse intuito. Mas gostaria de contar a minha experiência. Vai que é útil pra alguém?
Tinha muita vontade de ir desde a primeira, em 2014. Na época tinha um namorado, que não quis ir comigo, e acabei desanimando. De lá pra cá (já sem namorado), sempre prestei atenção quando aparecia algo sobre comic cons. Ano passado, quando voltei a ler quadrinhos, me ocorreu que eu não precisava de ninguém pra ir. Só me planejar e juntar algum dinheiro. Dei um google e descobri que o primeiro lote de ingressos estava para começar a ser vendido dentro de pouquíssimo tempo. O primeiro lote de qualquer coisa é sempre o mais barato, então eu pensei "esse é pra mim".
Logo eu percebi que não tinha ideia do que acontecia em uma Comic Con, muito menos aqui no Brasil. A única coisa que eu ficava sabendo era das novidades e trailers da Comic Con de San Diego. E o site da CCXP não tinha nada além de um teaser que era basicamente um monte de gente pulando/gritando empolgada nas CCXPs anteriores com uma música animada de fundo (música que por sinal no final do evento eu não aguentava mais escutar). É, eu comprei ingressos caríssimos para todos os dias de um evento que eu não tinha ideia do que era. Pois é.
Então eu resolvi entrar no grupo do Facebook. Por muito tempo eu continuei sem entender nada, mas mais para perto do evento as coisas começaram a fazer sentido.
Eu realmente não sei bem o que me atraía tanto na CCXP, mas como a ideia veio da leitura de quadrinhos, acho que se eu tivesse que responder seria "quadrinhos" (tem "comic" no nome, né?). O que eu descobri:
- Os quadrinistas participam de uma área chamada "Artists' Alley".
- Na Artists' Alley, a maioria vende alguma coisa. Os chamados "prints" (literalmente, impressões do trabalho de cada um, que eu imaginei tipo pôsteres) e muitos levam os próprios quadrinhos (o que vai muito além de Marvel/DC/super-heróis, tem muitas histórias originais de todos os gêneros possíveis).
- A Panini vende uns gibis com capa branca e você pode pedir (pagando, óbvio) para algum artista fazer a capa lá na hora (achei sensacional).
- Quadrinistas mais famosos dão autógrafos.
Acompanhando o grupo, vi vários posts de "não deixem de visitar a Artists' Alley", "a Artists' Alley é o coração do evento", "valorizem a Artists' Alley. O que me fez pensar que aquela galera não estava toda lá para ver quadrinistas (se não, não ia precisar o incentivo, né?). Também vi muita gente esperando os famosos "anúncios". Às vezes, os anúncios eram quadrinistas, mas o que estava mais sendo falado mesmo era principalmente de atores. O que eu descobri:
- Há fotos pagas com gente famosa, então muita gente fica esperando essas pessoas serem anunciadas para pagar até R$350,00 em uma foto com uma delas.
- Há os chamados painéis, que acontecem em auditórios. Os painéis tem temas e muitas vezes são apresentados pelas empresas (Warner, Netflix, Marvel...).
- Em alguns dos painéis, há a participação de pessoas famosas. Em dias assim, tem que chegar cedo para conseguir lugar. Muita gente chega de madrugada. (o negrito nessa palavra foi sem querer, mas achei apropriado, então vou manter)
Sobre os painéis eu já tinha (ligeiramente) alguma noção, pelas notícias da SDCC, mas sabendo que para participar dos mais esperados tinha gente chegando de madrugada, não tinha como todo mundo participar. Então, todo esse pessoal que não ia para ver quadrinistas nem participar de painéis tinha que fazer alguma coisa, certo? Aí eu descobri:
- Muitas empresas têm estandes no evento. (imaginei tipo bienal do livro)
- Os estandes têm coisas interessantes para ver (?)
- Alguns dão brindes (o que, nesse momento, pareceu algo secundário, porque muita gente perguntava "quais são os estandes que dão brindes?", "dá pra ganhar brindes legais" e eu vi gente dizendo que não tinha ganhado tanta coisa assim).
- Tem estandes de vendas: Riachuelo, Panini, lojas de colecionáveis.
- Os colecionáveis exclusivos são caríssimos.
A outra coisa que eu fui descobrir, é que os anúncios só acontecem mais para perto do evento e a programação só sai uma semana antes/na mesma semana 😮. Ou seja, o normal é você não saber muito bem para o que está comprando ingresso mesmo.
As recomendações para newbies que eu tive lá no grupo eram as seguintes:
- Se informar antes da programação, para conseguir organizar melhor o que você iria ver, porque normalmente é muita coisa (mas não muito antes, né? a programação só sai na semana do evento).
- Levar água, comida (pode levar comida, legal), casaco, power bank/carregador portátil, alguma coisa para fazer nas filas que não gaste bateria do celular. Ir com calçado confortável. Imaginei praticamente uma mochila de camping.
- Levar tubo ou pasta para colocar as artes, pôsteres e prints. Alguns a gente ganha, outros a gente compra.
- Pra quem gosta, ver se tem algum quadrinho para levar para ser autografado.
- Não vale a pena comprar artigos "nerds" no evento, são caros. Funkos lá custam mais caro do que na internet (menos no final, em que dá para encontrar Funkos por R$60,00).
Nesse ponto eu já estava conformada em gastar muito dinheiro e me preparando psicologicamente para o fato de que não conseguiria ver tudo (o que normalmente me deixa nervosa, haja terapia). Acho que já foi um bom começo, né? Já me sentia mais pronta para o evento.

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